Sobre

Quem faz a Criterium, e porquê

A Criterium não nasceu de um plano de negócio. Nasceu de um problema que eu próprio tinha, e que não encontrei resolvido em lado nenhum.

Comprei a minha primeira ação no dia em que fiz 18 anos

Foram 10 € em NVIDIA.

Já andava havia algum tempo a ler livros e a ver vídeos sobre finanças pessoais, mas até aos 18 não podia abrir conta em lado nenhum. No dia em que pude, abri.

Seis anos depois, essa posição está 437% acima. Pode ter sido sorte de principiante, e sinceramente acho que foi. Não é por um número desses que se avalia uma decisão, e é precisamente esse o princípio em que a Criterium assenta.

Chamo-me Bruno Bonito, tenho 23 anos, e invisto desde esse dia.

Porque é que o crowdfunding entrou na minha carteira

Não larguei as ações. Continuo a investir nelas. O crowdfunding imobiliário entrou como mais uma via, para diversificar o património, não para substituir nada.

O que me levou a procurá-la foi uma coisa que fui percebendo com o tempo: o preço de uma ação não sobe nem desce diretamente com o valor do negócio que está por trás dela. Sobe e desce com a oferta e a procura pelo papel. E a oferta e a procura são feitas de expectativas: do que os investidores acham que aquele valor vai ser, do entusiasmo à volta da empresa, das notícias da semana. O preço reflete a leitura que o mercado faz do valor, e não o valor em si.

No crowdfunding imobiliário emprestas dinheiro (ou entras no capital) para financiar aquilo que, para mim, é o ativo mais sólido que existe: uma casa.

Uma casa existe no mundo real. Tem paredes, tem morada, tem um valor que não desaparece de um dia para o outro porque mudou o humor de quem compra e vende. Podes discordar, mas eu prefiro estar por trás de uma vivenda de 500 mil euros a estar por trás de uma ação que hoje vale 500 mil e amanhã pode valer muito menos.

Isso não faz do crowdfunding um investimento seguro. Faz dele um investimento cujo risco eu consigo perceber, e perceber é o que eu procurava.

O problema: 300 páginas que ninguém lê

Comecei a investir nestes projetos a ler o resumo que a plataforma publicava, e mais nada.

Ao fim de alguns projetos percebi duas coisas. Primeira: cada projeto tem a sua especificidade, e não dá para comparar dois só pelos números. A rentabilidade e o prazo são a parte fácil, e são a parte que menos diz. Segunda: a informação que faltava estava toda lá.

As plataformas publicam o conjunto completo dos documentos legais de cada investimento. Contratos, avaliações, fichas de informação, registos. Está tudo disponível. Só que são centenas de páginas densas, escritas em linguagem técnica, e a verdade é que quase ninguém as lê. Eu próprio não lia.

Procurei quem já fizesse isto, e não encontrei

A ideia era simples: juntar os documentos todos de um projeto e pedir a uma inteligência artificial que os lesse por mim.

Antes de a construir, fui à procura de quem já a estivesse a fazer. Encontrei dois sites com análises de projetos, mas nenhum me pareceu completo, e nenhum dizia qual era o método por trás da nota que atribuía. Uma nota sem método explicado é só uma opinião com um número à frente.

Foi aí que a Criterium começou.

O que a Criterium é

Um site onde encontras a análise de um projeto no próprio dia em que ele é divulgado, para poderes compreendê-lo sem teres de ler 300 páginas nem de decifrar termos técnicos.

Cada análise mostra a nota, os pontos fortes, os riscos, as garantias, a estrutura jurídica e as perguntas que ficam por responder. E mostra o método: podes ver em que critérios a nota se decompõe e refazer as contas à mão, se quiseres. É por isso que a metodologia tem uma página própria.

Como é feita, e por quem

Sozinho.

Juntei o que já sabia à vontade que sempre tive de ter um projeto meu que acrescentasse alguma coisa às pessoas. Construí as automações que vão buscar os documentos, o processamento que os analisa, e o site que estás a ler.

Com a ajuda de uma inteligência artificial, a quem dei o nome de Cláudia. As análises são geradas por IA a partir dos documentos originais e revistas por mim antes de serem publicadas. Digo-o com todas as letras porque acho que tens o direito de saber como o que estás a ler foi feito.

Como me sustento

Alguns links para as plataformas são links de afiliado. Se abrires conta através deles, a plataforma paga-me uma comissão. Não te custa nada a mais, e é o que permite que este site exista.

O que não acontece: não recebo qualquer participação nos resultados dos projetos que analiso, e nenhuma plataforma me paga para escrever bem ou mal sobre nada. Se recebesse, uma nota minha não valia nada, e eu sei disso.

O que isto não é

A Criterium é research independente, não é aconselhamento financeiro. Não sou consultor, não giro o dinheiro de ninguém e não te digo onde investir. Dou-te a análise; a decisão é tua e o risco também. Está tudo escrito no disclaimer.

Bruno Bonito, fundador da Criterium. criterium.invest@gmail.com